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Institucional

Nesta sessão você encontra muitas informações sobre a existência e motivações da Sens – Live Stream e Podcast

  1. História
  2. Missão
  3. Visão
  4. Valores

História da Sens – Live Streaming e podcast

A Sens é uma plataforma independente de rádio e podcast que luta no dia a dia, na prática e nos bastidores para democratizar e popularizar canais de distribuição de áudio. Para isso utilizamos rádio, podcast, streaming, live steam, TV, produção de áudio e união de rádio e podcast. Foi fundada em Outubro de 2016, mas só entrou no ar mesmo em Outubro de 2017
Tentamos na medida do possível difundir gratuitamente aprendizado prático e teórico sobre jornalismo digital e multimídia, SEO e desenvolvimento, telecomunicações, radiodifusão, transmissão de streaming, podcast, produção de áudio.

O embrião da Sens foi a Beta FM, uma emissora comunitária livre, que operou em 87,5 MHz na Zona Leste da cidade de São Paulo, durante o início da década de 90. Tinha equipamentos de som precários: transmissor de 100W mono, um tape deck CP-650-D, dois microfones e um toca discos. Microfones eram conectados nas entradas L/R de mic do tape e o toca discos em um receiver da marca Aiko (que ainda possuímos e está em processo de restauro), esse receiver possuía uma saída Line e era conectada na entrada Line na parte traseira do tape deck. Ou seja, toda a vez que queríamos falar ao vivo, tínhamos que pausar a fita e apertar o botão de rec do tape deck.

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CP-650-D. o primeiro e praticamente único equipamento da Beta FM, o embrião da Sens.

A antena era feita de fio reciclados presos a um cano de PVC. Operou por alguns anos e numa tentativa frustrada de aumentar a potência, teve seu transmissor confiscado pelo extinto Dentel.

Depois disso várias iniciativas sucessivas foram sendo criadas.
1999: montamos uma rádio no Winamp via Shoutcast, que durou até 2007, tocava playlists de músicas no computador.
2004: instalamos uma placa de som Yamaha OPL3 padrão ISA. Ela tinha uma interface que lembrava uma mesa de som e possibilitava a abertura de um canal de áudio virtual
2011: adquirimos nossa primeira mesa de som, uma Phonic AM105FX e nosso primeiro microfone profissional, um Shure SM 57. Continuamos transmitindo por Shoutcast mas sem website próprio, apenas disponibilizávamos uma lista M3U que tinha o nome de AudioLeaks.
2015: começamos a transmitir paralelamente em Shoutcast e Icecast com os nomes AudioLeaks e  FusionSP e era apenas streaming, sem podcasts.
2016: Contruímos um estúdio de som na Zona Leste de São Paulo, já de 16 x 4 canais, usando equipamentos em sua maioria Behringer. A Sens foi fundada e muitas mudanças aconteceram. Em outubro colocamos no ar nosso primeiro site apenas de rádio, que pode ser consultado aqui.
2017: Passamos a atuar em conjunto com outros projetos de rádio livre como Dissonante.org e Radiolivre.org. Nestas parcerias começamos a operar 4 fluxos de streaming: 3 Icecasts e 2 Shoutcasts. Logo em seguida instituímos os feeds de podcast. Foi ainda em 2017 que iniciamos uma longa e proveitosa parceria com a equipe que produz os podcasts The Library is Open, Notícias Quebrando e DataMusic. A parceria consistia em transmitir podcasts ao vivo com geração em outro estúdio, abrindo e fechando rede. Após um tempo com problemas técnicos persistentes, no meio da ano já estávamos com uma solução para conexões entre estúdio e home studio confiável e robusta.
2018: Uma grande reforma aconteceu no estúdio com a compra de novos equipamentos, aumento de canais para 32 x 6, isolamento e reforço acústico, câmeras para a TV Sens, e instalação da CPU3, o primeiro servidor autônomo próprio de podcasts e streamings, sem VPS ou cloud, do Brasil. 
2019: Adquirimos o primeiro agregador de podcasts Brasileiro o Podflix (www.podflix.com.br). Iniciamos testes com AES67 e AOIP.
2020: Fim da parceria com a equipe do The Library is Open, Notícias Quebrando e DataMusic, onde cada um seguiu caminhos diferentes. A Sens começou a focar em Jornalismo, estabelecendo diretrizes pioneiras no que diz respeito ao padrão jornalístico para podcasts, desde a geração até o feed.


Mais eventos relevantes

  • Janeiro/2016 – Estabilizamos três fluxos simultâneos de streaming em qualidades diferentes para contemplar diversos dispositivos, conexões e exigências de qualidade;
  • Março/2016 – Abrimos pessoa jurídica e demos entrada na documentação para prestação de serviços jornalísticos e de produção de áudio no Ministério de Trabalho e Emprego;
  • Emplacamos a rádio nos principais agregadores de rádio online do mundo;
  • Dezembro/2016 – Abrimos pessoa jurídica e demos entrada na documentação para prestação de serviços jornalísticos e de produção de áudio no Ministério de Trabalho e Emprego;
  • Janeiro/2017 – Começamos a registrar a programação e disponibilizar downloads, num formato alternativo de programação on demand. Também começamos a disponibilizar podcasts em um canal no Mixcloud.
  • Janeiro/2017 – Criamos as páginas da Sens (@sigasens) em redes sociais e outros serviços;
  • Fevereiro/2017 – fizemos a migração de sens.tk para senscast.org;
  • Março/2017 – Com o desligamento da TV analógica na cidade de São Paulo, a Sens começa a transmitir de forma experimental, em 87,1 MHz.
  • Maio/2017 – inciamos um processo mais confiável de medição de audiência, envolvendo analytics, servidores icecast e shoutcast;
  • Agosto/2017 – começamos a implantação do nosso sistema de podcasts, disponibilizando feeds para assinatura, informações completas de cada episódio, maior organização e downloads diretos (hospedados no fenomenal serviço The Internet Archive), sendo o primeiro programa disponibilizado o DataMusic;
  • Setembro/2017 – foram várias conquistas: certificado SSL para o site, que se tornou HTTPS; mudança para uma hospedagem mais robusta; foi ao ar a versão 3.0 do site, com uma atualização linda no widget “No Ar” que ganhou SSL, modernização dos scripts, novas cores e marca d’água; estréia da extranet para os colaboradores.
  • Outubro/2017 – Consolidação da programação dividida em pequenos podcasts musicais chamados “Blocos” e 30% de programação ao vivo.
  • Janeiro/2018 – Início dos testes com transmissão de streaming totalmente gerada por Raspberry PI.
    O sinal de áudio é gerado diretamente por um Raspberry PI 3 B, rodando Debian (Raspbian). A ideia é democratizar ainda mais o acesso à radiodifusão, consumindo menos energia e utilizando softwares e hardwares livres.
  • Fevereiro/2019 – Começam os testes com transmissão semi-analógica via MMS e testes com AOIP.
  • Março/2019 – A Sens adquire o portal agragador Podflix
  • Abril/2019 – Troca do servidor de streaming para possibilitar transmissão de vídeos.
  • Maio/2019 – Início das transmissões da Sens TV, com o uso de OBS e distribuição sobretudo pelo Twitch.
  • Segundo semestre/2019 – Troca do IP do estúdio principal para fixo.
  • Primeiro semestre/2020 – A Sens passa a ser abrigada pela plataforma tecnológica EastCast, focando assim apenas na parte artística.
  • Primeiro semestre/2020 – Podcasts d’O Anarresti e os programas ao vivo de Marília Moschkovich e Priscila Nonato, passam a fazer parte da programação. Com isso, a faixa das 21:00 tornou-se a mais ouvida da Sens.

Missão

Democratizar o acesso aos meios de comunicação, difundir gratuitamente aprendizado prático e teórico sobre radiodifusão, transmissão de streaming, transmissão de rádio digital, AOIP, podcast, construção de feed de podcast, produção de áudio e etc. Incluindo certificação para todos os participantes do projeto, de forma gratuita.

Divulgar textos de colaboradores independentes sobre temas variados, que muitas vezes não têm espaço em outras mídias, sendo um espaço seguro e diverso para atender todas as pautas e grupos sociais, sobretudo minorias.

Unir rádio com transmissão digital, podcast, TV e mídia escrita. Manter uma estrutura low-cost para que possa ser sustentável e gratuita para produtores de conteúdo, do mesmo jeito que sempre será para os ouvintes.

Estabelecer ou criar padrão jornalistico para podcasts, textos e vídeos.


Visão

As rádios e TVs atuais dão espaço de sobra para grupos religiosos específicos, grupos capitalistas e políticos com interesses diversos, políticas não-inclusivas, pautas reacionárias bem como culto à personalidade. Enxergamos nisso a necessidade (e oportunidade) de abrir espaço para os que – como nós – não têm.


Valores

Somos contra: qualquer forma de LGBTfobia, racismo, xenofobia, misoginia ou machismo; intolerância e proselitismo religioso (bem como ataques à qualquer religião), classismo, elitismo, gordofobia, etarismo, capacitismo ou determinismos sociais de qualquer tipo; incentivo ou apologia ao consumo desenfreado/irresponsável e à desigualdade social; especismo e conivência a maus tratos contra animais e que usem animais como forma de entretenimento; comédia e opiniões baseadas na humilhação ou estigmatização de grupos ou indivíduos, ou que incentive discurso de ódio, intolerância ou bullying; posições políticas ou pautas xenófobas, fascistas, militaristas, reacionárias e de extrema direita, alt-right ou anarcocapitalismo
Não negamos aspectos da realidade comprovados cientificamente, como por exemplo: degradação do meio ambiente por ação humana, aquecimento global, desigualdade social entre os gêneros e raças, história e teoria da evolução, formato esférico do Planeta Terra.


Para textos áudios e vídeos  publicados na plataforma, nossos valores são:

  • É mentira? Se for, não publique.
  • Não é mentira e tem fontes diversas como veículos de mídia ou órgãos públicos confiáveis? Se sim, publique.
  • Se vai incentivar terceiros a consumir produtos ou serviços, que seja de forma responsável e criteriosa.
  • Manter o padrão jornalístico (com todos os elementos, seguindo as regras) para produção de todo o conteúdo disponível, seja textos, vídeos e principalmente conteúdo de áudio e podcasts.