Pontecast #46: Mistério das ossadas

Pontecast #46: Desvendar mistério das ossadas é garantir direito à memória

O mistério que permeia a história das ossadas encontradas no prédio do antigo Doi-Codi (atual 36° DP), na Rua Abílio Soares, em São paulo

No episódio 46, entrevistamos Deborah Neves, autora do parecer do tombamento do prédio do Doi-Codi, perto de onde foram encontradas ossadas em outubro.

Participaram do episódio do podcast: Maria Teresa Cruz e a historiadora Deborah Neves


PonteCast: toda a semana, a equipe de reportagem da Ponte.org aborda os principais destaques da cobertura de direitos humanos, com ênfase em justiça e segurança pública, além de dicas culturais e entrevistas.

Ficha Técnica:
Apresentação: Arthur Stabile e Maria Teresa Cruz
Arte: Junião
Edição: Maria Teresa Cruz


Faça download do EP aqui
Assine o feed aqui
Site oficial Ponte Jornalismo
Página com opções de agregadores
Facebook Ponte.org
Facebook Rádio Sens
Transcrição do episódio


Finalização, publicação e feed do podcast: Diego Marquez
Coordenação do feed de podcasts: Cairo Braga


Imagens do Episódio:

podcast pontecast 46 Transcrição livre do episódio para PcDs

Obs: A transcrição livre é feita automaticamente pelas ferramentas que foram disponibilizadas para a Rádio Sens. Está em fase experimental e neste caso não fazemos correção, adequação e revisão do texto. O texto portanto é corrido, conforme a máquina o entende, estamos trabalhando para melhorar essa transcrição. O intuito é ajudar PcDs com problemas de audição e/ou deficiência auditiva.

Salve salve galera, começando mais um episódio do PonteCast. Eu Sou Maria Tereza da Cruz. Esse é o episódio número quarenta e seis e o ano tá terminando. Tamo no finalzinho Eh daqui a pouquinho. já é dois mil e vinte, inclusive na próxima semana vocês ficarão com. Artur Stabile, porque eu terei alguns dias de recesso pra começar o ano na companhia da da minha família, dos meus amigos, enfim, mas sem demora o episódio de hoje vai tratar de um assunto que a ponte descobriu recentemente o Ministério das Ossadas e você que acompanha as nossas reportagens, deve tá, lembrando disso que rolou. Mas se você não tá lembrado, eu vou refrescar a memória. No dia trinta de outubro, o investigador em um agente policial da Delegacia Seccional de Diadema apresentaram um relatório. Com informações contundentes de uma denúncia anônima sobre isso, subtração e ocultação de cadáver envolvendo uma incorporadora da cidade de São Paulo, a UNIP Incorporações, Basicamente essa construtora tava levando, está levantando, na verdade um empreendimento imobiliário. Na Abílio Soares, que é uma rua no Bairro Rico, numa Região Rica de São Paulo, região do Paraíso bem pertinho da Avenida Paulista entre a Avenida Paulista, o Parque do Ibirapuera é um empreendimento residencial e basicamente durante as escavações pra realização da fundação tem. Essa denúncia anônima indicava que teria sido encontrada ou teriam sido encontradas exaltadas que pareciam ser humano e aí esses dois agentes da da da polícia, né o o o investigador e o agente policial do setor de Gerais decidiram tão acolher essa denúncia e iniciar um procedimento de investigação pra quem não tá localizando esse local na Bíblia Soares. ele fica a menos de duzentos metros de onde hoje é o trinta e seis D P Distrito Policial. De número trinta e seis e onde, na época da ditadura militar funcionou o prédio do Doi Codi, que foi um local onde ahm presos políticos foram levados torturados muitos deles mortos, ou seja, faz. Num primeiro momento, eh não era uma loucura. pensar que muito próximo dali o o local onde hoje tá havendo essa construção desse empreendimento poderia ter sido usado como o cemitério clandestino e aí no meio dessa dessa investigação essa. Denunciante anônimo de também que internamente ali no foi entre os funcionários da construtora Eh, foi decidido que teria ficado decidido que essas ossadas seriam levadas pra Lagoa de Carapicuíba. é um aterro localizado na Grande São Paulo, na cidade de Carapicuíba Vem. Pertinho da capital paulista, o caso é complexo ferida vivinho, mas vou falar que a uma breve cronologia do caso. Depois foi aberto de procedimento ali no final de outubro. No dia primeiro de novembro, é as equipes de investigação da Grande São Paulo de Diadema iniciaram então. Visitar o local, né, o canteiro de obras foram conversar com com o mestre de obras e ele teria admitido, segundo o documento emitido pela ponte de que tinha de fato encontrado um pedaço de osso, mas me minimizou, né. A o caso falou que era. Pequeno de vinte centímetros e ele falou que ele admitiu também que não avisou os superiores porque ele considerou que eram ossos de animais e mandou tocar pau na obra. Depois de alguns dias, o supervisor da siga o delegado Ricardo, quando Forte pediu a Justiça paralisação temporária. As obras eh da desse empreendimento pra esperar a elucidação, né a solução do caso. só que aí os advogados da construtora pediram o cancelamento dessas investigações, alegando que a polícia de Diadema não poderia investigar um empreendimento na cidade de São Paulo, depois no quase no final de novembro a Justiça.São Paulo determinou a remoção da investigação da delegacia lá da da da Seccional de Diadema Pro DHPP, que é o Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa na capital paulista, porque se trata de ossadas, segundo denúncia anônima humanas, logo o departamento que investiga a morte, só que o DHPP assumiu a investigação e aí no há alguns dias, no dia treze de dezembro. Na verdade, a construtora informou a Justiça que tinha encontrado um pedaço de osso de dez centímetros e que teria paralisado esse espaço da obra com fitas e aí solicita. A política, né, solicitou que o IML fosse lá fazer o recolhimento desse material. Ou seja, além de a polícia não ter respondido a reportagem, esteve em Carapicuíba ou não. A gente já sabe que o exame de IML foi feito. Num extrato num num fragmento de osso que a própria construtora encontrou em dezembro, né. Então cadê os ossos encontrados em outubro são os mesmos ossos. Não sabemos, mas fundamentalmente a polícia até o momento ignorou essa informação, de que esses ossos, essas lotadas que seriam humanas, segundo a denúncia anônima, teriam sido desovado nesse aterro. A investigação, por enquanto ela foi feita apenas no terreno da Abílio Soares, onde no final de outubro foram encontradas nessa educadas passados mais de mês mais de mês. Um mês e meio foi feito a coleta desse material só agora em dezembro desses fragmentos de ossos que são ossos animais. Então não dá pra saber se os ossos em questão que foram analisados eram os ossos que tinham sido encontrados em outubro. Essa é a primeira questão e a segunda questão que ainda não foi respondida para a reportagem da Pô. é que a polícia foi até a Lagoa de Carapicuíba e coletou materiais de lá ou fez algum tipo de procedimento de investigação. Lá, essa notícia eh pegou de surpresa e com muito e com muita apreensão as pessoas, os militantes desprezo. Políticos que hoje se organizam em grupos do resgate da memória em busca da verdade sobre esse período do regime militar e também instituições acadêmicas que trabalham nesse sentido desse resgate de memória verdade, enfim, uma dessas organizações que é o grupo de trabalho. Interinstitucional dói Code que reúne instituições acadêmicas e pessoas seguras da sociedade civil, entre eles. o Núcleo Memória Morris Político é o diretor do núcleo Memória é concedeu entrevista recentemente Eh Pra Mim eh falando sobre o caso, demonstrando manifestando preocupação sobre. Afirmando que tudo isso todas as denúncias claro, tem que ser apurada, mas tem que ser levadas à sério no sentido da gente encontrar realmente uma resposta até mesmo se for pra descartar em absoluto que ali eram usados humanas, né. Mas é isso a os desaparecidos da ditadura. Eh ainda existe. Desaparecidos da ditadura ainda existem familiares, eh de vítimas da ditadura que esperam respostas e pra gente conversar sobre mais uma parte do desdobramento de toda essa história. Ah, eu entrevistei a historiadora Débora Neves, que é a autora do livro A Persistência do passado e que fez. Parecer sobre o tombamento do prédio do Dói Codi do ex Cose que como eu disse no começo do episódio é onde funciona hoje o trinta e seis D P e ela coordena também o GT Interinstitucional do Acode. Vamos ouvir essa conversa que eu tive com a Débora, que foi gravada na quinta. No dia vinte e seis de dezembro de dois mil e dizenovi em que ela contou um pouco esse processo do parecido do Arco-í e, sobretudo, falou sobre a importância do resgate da memória, já que o texto surgiu em dois mil e dezoito pra pressionar o poder público a. Formar o prédio do Acorde que foi tombado há alguns anos. o pedido foi em dois mil e dez e ele foi tombado efetivamente em dois mil e catorze havia e ainda há um desejo de transformar o prédio do Decoding tombado do Acode em um museu. Como o Museu da Resistência no antigo prédio do Dom, no Centro de São Paulo e pra que isso justamente pra ser mais um espaço de discussão, debate e de memória pra que a gente não esqueça o que passou e pra que a gente não repita no futuro, o que que passou vamos ouvir agora. A entrevista completa que eu fiz com a Deborah Neves. Eu tenho agora primeiro, então queria saber comé que você recebeu a notícia de supostas usadas que tariam ali enterradas e foram descobertas durante uma obra eh na região do Paraíso, na Zona Sul de São Paulo. Então, eu recebi essa notícia, né. Apesar que foi da ponte fez essa reportagem. Eu recebi no próprio dia doze, né que foi uma quinta-feira No final da noite, um amigo que é jornalista, Eh me encaminhou essa notícia e imediatamente eu já acionei os demais membros do do grupo, né durante do grupo de Institucional.Pensando em algumas possibilidades de como a gente poderia agir, né porque nós temos representantes de várias vários segmentos e várias instituições públicas e também privada de direito privado, né, Eh. Então a gente tava pensando numa forma de se articular, Mas a gente recebeu assim com um certo ahm  Receio, mas ao mesmo tempo com uma certa cautela, porque a gente queria ter um pouco mais de informações, por exemplo, sobre qual foi o tipo de ocupação que teve nesse terreno ao longo dos anos. a gente não queria. Eh também se precipitar, mas a gente ficou em estado de alerta. Daí que na sexta-feira, então a gente decidiu. Pai, essa nota, né. Justamente pra dizer que nós távamos acompanhando né. Como somos o grupo que estamos desde dois mil e dezoito debatendo aquele espaço, né. E e no no no caso, a a entidade, por exemplo, que fizeram solicitação escovamento já no ano de dois mil e dez, Então a gente queria se posi. Basicamente dizer que, além da dos órgãos, né, da Polícia Civil do Ministério Público, também tem aí a outras instituições. Eh observando o que tá acontecendo, né. E aí até aproveitando você se torna o grupo de trabalho do qual você faz parte também, outras entidades ahm universidades e também o pessoal. Militância, né o núcleo memória ou entre tantos ahm Esse grupo de trabalho. Eu queria que cê explicasse um pouco pros ouvintes do do ponto, também Pros leitores, um pouco do surgimento desse grupo de trabalho, né Porque quer dizer há e uma tentativa de recuperação dessa memória pra que não aconteça, né, novamente e também um contexto histórico. A esse tombamento do local onde hoje é o 36° DP é isso. Débora conta Pra gente é isso mesmo. Não é verdade assim como eu disse, né. o núcleo Memória com mais uma uma dezena pelo governo de entidades de defesa dos Direitos Humanos entraram com um pedido de tombamento do edifício Ah para o Condessa. ão de preservação do Estado de São Paulo, né de patrimônio e em dois mil e catorze esse esse difícil, né. Na verdade, o o complexo de difíceis aí ter entrada pela Tutóia pela Carvalhal foi tombado pelo conselho, né. IH bom, Então, a partir disso ficou aquela dúvida sobre o que o que vai ser daquele espaço, né. A gente sabe que tem a delegacia lá existe um setor de DHPP também instalado, mas a gente entendia que, assim como o caso do que foi convertido em memorial da resistência, o Dói Cordi que tinha que ser um espaço de memória pra refletir sobre a história recente, especialmente ahm da da Como se estruturou as forças de repressão durante a ditadura no seu período mais duro, né, eh e também como uma forma de lembrar as vítimas que não são só as vítimas que foram assassinadas na as vítimas foram presas e torturadas naquele espaço também e aí em dois mil e dezessete a área de a Promotoria de Direitos Humanos. área de inclusão social do Ministério Público do Estado de São Paulo, Eh enviou uma notificação para algo P H que é a unidade de preservação do patrimônio Histórico e questionando qual seria uma possibilidade de utilização imediatas. é difícil, né se se não dá pra ser convertido em um memorial agora pruma? São de recursos, principalmente, né. Qual seria a outra alternativa pra fazer aquele espaço cumprir com sua função social, né? E aí eu entendi que eu sou técnica, né, da área de de preservação da Secretaria da Cultura e entendi que sozinha não conseguiria? Eh tá com. Né De de responder a esse pedido e aí, então a gente teve a ideia de criar um grupo de trabalho, né. Com essas várias representações justamente pra pensar sobre o que fazer e como fazer? acho que é o mais importante, né. E e com com quais setores eh é necessário dialogar. Então foi assim que surgiu. Que surgiu e qual que é a expectativa de que o trinta e seis saia de lá e finalmente o local se torne um ambiente de museu de memória de recuperação dessa história, que ainda é recente, né, A gente tá falando de algo que não passou, né, ainda inclusive exato exato é.. é muito interessante, porque assim a ideia é a princípio. Era ocupar todo o complexo, né. Na verdade, a ideia principal é essa né de de ocupar todo o complexo, inclusive o prédio onde está a delegacia. Porém, nós recebemos já ahm uma negativa a princípio da Secretaria de Segurança Pública, informou. Não existe ali na região nenhum outro imóvel capaz de receber um novo, uma nova sede ali na região para o trinta e seis D P, né. Então a alternativa foi justamente a solicitação de parte desses edifícios, né. Existem dois edifícios hoje dentro daquele. Com entrada pela rua Tutoia que estão vazios e são estão sob a responsabilidade do decape, né. Então a ideia foi pedir esses dois edifícios, mas no difícil eu pude entrar doce. Dá pela rua Tutoia, desculpa pela temática Carvalhal, que hoje está com o DHPP, né. E e tem uma subutilização. Na verdade é um pátio onde. Aguardando os carros que foram apreendidos durante alguma operação ahm de homicídio, o professor pessoas são aprendidos e aguardam julgamento pra poderem sair de lá. Então, eu tenho uma utilização bastante precária que a gente tem de pode ser feito em outros terrenos da Polícia Civil, por exemplo. e então a solicitação foi feita pra.Esses três edifícios mantendo a princípio a delegacia funciona do lar, mas a ideia é que um dia se encontre um caminho pra a delegacia realocada em um outro difícil na região pra não prejudicar a população, o atendimento né a a o cidadão, mas também reconhecendo que aquele é um espaço que tem uma outra função, né? Certo. É muita gente que até questiona isso, né. Então quer dizer não? Mas é uma delegacia importante.
Queria que cê também trouxesse um pouco a reflexão de porque afinal de contas é uma pergunta muito semelhante a que eu fiz pro Maurice. é alguns dias do porque. Ter esse espaço, assim como você fez a comparação do prédio do Dops, onde é o Memorial da Resistência, né o antigo prédio do doce? porque é importante que a população conheça a sua própria história. Olha nesse caso específico, né. Eu acho que em dois pontos são importantes. O primeiro é que a segurança pública é uma questão importante. é um direito garantido, né pela Constituição. Porém, o patrimônio direito a memória, a história também o são né. São tão direito coletivo, tão direito difuso quanto a segurança, né. E eu acho que, no caso o o a conversão daquele espaço num espaço de memória de Serve justamente pra gente pensar o modelo de segurança pública que ainda persiste na nossa sociedade, né. Então ahm não é ali a gente dizer que a segurança pública não é importante. Ao contrário. é um espaço que poderia servir pra gente pensar o quanto ela é importante e o quanto ela pode ser utilizada contra o cidadão, né. E que isso? é mais admissível ou não deveria ser mais admissível ahm depois depois do fim da da ditadura e com a redemocratização e uma nova Constituição que nos nos trouxe tantas tantos direitos e tantas garantias, né, Eh. Então eu acho que a gente não precisa ahm. Não pede cair na na falsa ideia de comparar.

O que é mais importante, as que os dois são importantes estão interligados, né, Eh o Doi Codi foi criado ali naquele espaço. Eh, na verdade, se utilizava metade do espaço da delegacia e depois ele cresceu pra esses outros três edifícios que eu já citei. E, ou seja, é uma estrutura muito simples. Uma estrutura muito. Até precária, que teve um um uma uma força tamanha de de de operação e de perseguição absurda, né, que serviu inclusive de modelo pra outros países da América do Sul, né, As as as estratégias foram desenvolvidas naqueles pequenos espaços ali que hoje parecem relevantes, tiveram repercussão internacional se espalharam também pelo resto do país. Ou seja, daquele endereço, surgiu uma rede que atuou no país inteiro, perseguindo e torturando pra se conseguir aquilo que queria, né. Então? é importante demonstrar que nem sempre a estrutura física é o importante, né. é o é o imposto estrutura Física no sentido de que você não precisa ter um grande aparato pra construir grandes estratégias, né Pro outro lado, o espaço físico é importante pra gente compreender também qual era a lógica de funciona. Esse espaço, né, Então como que cê consegue tanta entre aspas eficiência dentro de um espaço tão pequeno e consegue se fazer um estrago no tronco tão grande e considerando que é um espaço de tortura e de morte, né, e de desaparecimento. é importante que as pessoas tenham a oportunidade de conhecer esses espaços pra refletir como que ela lhe daria. Uma situação dessa né e a gente tá vivendo feito cada vez mais difíceis e em que o Estado se volta cada vez mais com o cidadão e que a segurança é colocada como pauta principal no país e as pessoas tão até dispostas a trocar um pouco da sua liberdade pela sua segurança. Isso é o mais preocupante, né. Então, por isso que esse espaço precisa ser? Ao público, eh como ocupação que discuta isso tudo certo e aí e, aliás, sobre isso vou retomando um pouco. Eh a motivação, né da nossa reportagem. Tudo isso todo esse contexto. Queria saber como você ou um grupo, né o GT, Quando cê fala sinal de alerta, né Diante das Que repito precisam ser ainda apuradas, né. Há muito a ser esclarecido. ainda é, mas como você avalia, de certa forma, essa tentativa, segundo a reportagem da própria ponte, que a gente apontou alguns elementos que ainda não foram respondidos pelo setor de investigação em tentar. São de animais. Eu vou mudar o caso por encerrado. Tá entendendo o que eu tô querendo dizer onde eu tô querendo chegar? Qual que é a sua visão? Ele não eu tô entendendo o que eu acho é o seguinte Eh. Acho que existem interesses múltiplos. Ali. eu deveriam existir interesses. Explodir esclarecer o caso de que se evidente existe a possibilidade de realmente de não haver nenhum tipo de ligação entre as duas pontas, ali, né entre o Colégio Costa e esse edifício existe essa possibilidade, mas existe a possibilidade de ter né. E eu acho que a maneira que é do interesse de todo mundo que. Isso fique esclarecido, né. Então ahm o que nós aqui, enquanto IGT estamos tentando ahm ahm articular. é, por exemplo, a entrada da universidade dentro dessa pesquisa, né da da das calçadas, enfim, pra pra validar o trabalho da polícia. Científica, enfim ou não né, Mas a partida do pressuposto de que existe interesse de pesquisa arqueológica. Não uma verdade, uma intenção de afrontar a pesquisa que a polícia faz ou que existe algum tipo de suspeito Não é isso, mas existe também o interesse científico da região, ou seja, ali aquele terreno de pai. O terreno do do do Comando do Sudeste do Exército e o prédio do ECO, que era uma unidade também do Exército.
Certo ahm pra esclarecer é necessário que a gente investigue com a maior isenção possível, né, E no caso, por exemplo, do laboratório de de A Teologia da Unifesp, que já se prontificou, eles têm toda a expertise em arqueologia forense e investigação, então, se a gente tem recursos públicos. Disponíveis para fazer essa investigação em conjunto, porque não, então é nesse sentido que a gente tem buscado atuar, né de dizer que nós temos aqui, pesquisadores interessados, né, esclarecimento disso e a sociedade é a maior interessada. Então é nesse dia que a gente tem buscado se articular ou seja, de construção. Né. De poder compartilhado não de disputa, né Nenhum não é isso, né Na a ideia não é essa é justamente trazer ainda um elemento externo. a Polícia Civil, justamente pra pra dizer. Olha, estamos aqui em parceria. A ideia é justamente construir uma política pública de segurança pública, inclusive sobre eventuais achados da Lógico que envolvam eh restos mortais humanos exato e o próprio trabalho do CAPS, né que você citou agora nessa tua resposta o trabalho dos pesquisadores da Unifesp que fez um mapeamento de alguns DNA, aliás, de todos, né? Se eu não me engano num sei o que eu tô falando alguma bobagem, mas poderiam indicar alguém que ainda está desaparecido. Uma resposta a família que até hoje ainda buscam seus mortos, né. é exatamente. Eles têm feito. não só o CAF, né, Mas tem o laboratório e um núcleo de pesquisas comandado pela pela arqueóloga professora da Unifesp da Cláudia Play, né, Estamos já se disponibilizaram a fazer essa cooperação na investiga. Desse terreno e é isso o Cássio e tem feito um belíssimo importantíssimo trabalho junto às ossadas foram encontradas na Vala Comum de Perus, né. e já inclusive, localizaram algumas pessoas que estavam que eram desaparecidas, né, Portanto, ahm assim desaparecidas políticas, né, Piso então com a De milhares de pessoas que não foram cujo os corpos não foram reivindicados ou não foram identificados, ou seja, são milhares de desaparecidos. Não só os políticos que estão lá, né. Portanto, eu acho que é isso independente de de Ahm esse terreno na na rua Abílio Soares, né. Ter haver com o código, não a Gen. Pode tá tratando de pessoas que eventualmente foram ocupadas por qualquer que seja a razão e o mínimo que a gente pode dar enquanto sociedade pra outras pessoas é dignidade, né de de fazer os discursos da maneira correta, caso seja, evidentemente, ahm restos mortais humanos, né, Com certeza Débora. Acho que é isso. Não sei se. Tem mais algo a dizer aqui pra gente pro Ponte Cast, mas quero te agradecer a participação e dizer que a gente segue acompanhando tanto o trabalho da GT quanto os próximos passos de vocês e a ponte sempre aberta a a ouvir e fazer esse acompanhamento. Eu é que agradeço Maria Terezinha e A e na verdade, eu agradeço por ter o trabalho investir. Tipo de vocês foi determinante, né. Se vocês não tivessem feito esse trabalho de apuração de denúncia, inclusive ahm. Talvez nós jamais tivéssemos conhecimento do que tá acontecendo que se trata também um terreno privado. Portanto, eu quero parabenizar a equipe de vocês que, mesmo aí, no finalzinho do ano conseguiu levantar uma pauta importantíssima pra gente. Bater e agradeço o espaço também pra poder falar sobre o nosso trabalho que tem sido feito com muita muito afinco e com muita esperança também brigada Bom. é isso aí pra você que não acompanhou o caso. Acesse Ponto ponto Org. Lá a reportagem sobre isso. a última dessas reportagens a gente publicou no dia. Vinte de dezembro de dois mil e dizenovi com os últimos andamentos dessa investigação e a gente claro vai seguir acompanhando esse caso até o fim quero agradecer você que nos ouve semanalmente episódio, quarenta e seis quase terminando agradecer você que nos apoia nesse final de ano todo. Apoiadores do Catarse. Quero dar um agradecimento especial.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *