Opinião: O novo Bike Sampa é o fim do compartilhamento de bikes em São Paulo

PBSC – Uma cidade por vez. Slogan que soa como presságio. Img: PBSC.

Passou a vigorar em 30/01/2018, as novas regras para o Bike Sampa. O serviço patrocinado pelo Itaú, que até então era um sistema de compartilhamento de bikes, agora operado pela Tembici se tornou um sistema de aluguel de bicicletas.

Para contextualizar: a gestão João Doria (PSDB-SP) foi a responsável por essa mudança. O sistema de compartilhamento e empréstimo de bikes em São Paulo, era embasado na LEI Nº 16.388, DE 5 DE FEVEREIRO DE 2016 que tinha suas falhas, mas foi proposta e aprovada pelo legislativo (com consultas públicas inclusive) para só então ser sancionada pelo então prefeito Fernando Haddad (PT-SP). João Doria alterou isso através do DECRETO Nº 57.889 DE 21 DE SETEMBRO DE 2017, sem discutir essa mudança com a sociedade.

doria pedalando de bike

Fi-lo porque qui-lo. Img: Google Imagens

Houve a troca de uma lei aprovada democraticamente, por um decreto imposto a bel-prazer do prefeito e seus secretários. Isso possibilitou a “troca” do operador, por mais de um inclusive (olha a Mobike chegando aí), deixando-nos completamente desamparados de regulamentação e à mercê do mercado e das escolhas que fazem os operadores, tais quais:

  • Novas bicicletas PBSC, “canadenses” com aros de 24″ (bem inadequadas para a topografia e qualidade do asfalto de São Paulo), cambio Nexus basicão de 3 velocidades, freio no cubo e dínamo.
  • Pára-barros traseiro que trava a roda caso haja um carona e um novo sistema de encaixe das bicicletas nas estações, que impede a ação dos “ladrõezinhos de banana”.
  • Fim da gratuidade para a primeira hora de uso.
  • Agora há a cobrança de R$ 8,00 logo na primeira hora, sendo que as demais horas custarão R$ 5,00.

João Doria e o secretário Sérgio Avelleda, definiram como estratégia ignorar tudo isso, destacando dois fatos: uso do Bilhete Único e possibilidade de aluguel por períodos de 12 horas.

  • Uso do Bilhete Único: Não é chegar na estação, encostar o Bilhete Único e sair com a bike, como parece. É necessário vincular um cartão de crédito a esse Bilhete Único, bem como o cadastro prévio feito no site Bike Itaú. Logo de cara já te obrigam a comprar um dos planos e fornecer o número do cartão de crédito. Fato curioso: não aceita a bandeira ELO, que é concorrente do Itaú. Levando em consideração que essa bandeira é uma das mais emitidas para a população de baixa renda, isso cria um contingente de excluídos do sistema.
  • Aluguel por 12 horas: Está disponível em apenas 5 estações. Em tese é para beneficiar o trabalhador que pode levar a bike para casa, devolvendo-a no dia seguinte. Nos parece que poucas pessoas realmente se beneficiarão dessas 12 horas, já que a ramificação do sistema da Tembici nos bairros onde costumeiramente moram trabalhadores, deixa muito a desejar.

São pontos fracos e facilmente contestáveis do sistema. Mas destacá-los não é mero discurso populista, é uma forma de maquiar a dura realidade de que agora há cobranças e exigências pesadas para grande parte da população.

A Tembici afirmou que a cobrança “é necessária para a sustentabilidade do sistema”, que em nenhum lugar do mundo é gratuito e que “o valor cobrado em São Paulo será mais barato que em cidades como Nova York por exemplo”.
Não nos parece muito honesto intelectualmente qualquer comparação entre São Paulo e Nova York em aspectos relacionados ao transporte por bicicletas. Outra tema que merece mais honestidade intelectual, é sobre quem realmente são os verdadeiros players dessa empreitada gigantesca.

O Greenwashing em São Paulo é Laranja. Img: UOL

Oficialmente, o Itaú afirma que a Tembici se chama M1 Transportes Sustentáveis – Ltda, CNPJ 14.193.912/0001-61, tendo o banco ITAÚ UNIBANCO – S.A., como patrocinador. Mas, uma pesquisa realizada pela equipe da Sens, indica que o real controlador da Tembici é a Compartibike.
Quem registrou o domínio tembici.com.br foi Bruno Morano, cujo email é bruno.morano@compartibike.com.br. Um redirecionamento direto de URL, do tipo 301, envia o usuário direto para o tembici.com.br. Só esqueceram de apagar a cópia do site tembici no index.php do site: http://compartibike.com.br/index.php.

Fonte: Whois

compartibike e tembici

Compartibike e Tembici: sites gêmeos. Fonte: Compartibike

 

Como mostra a imagem, o CNPJ 18.457.921/0001-43, utilizado para registro do Tembici é o da Compartibike ME, que tem como sócios Tomas Petti Martins e Mauricio Serrano Goy Villar.

Fonte: Empresas CNPJ/Google

Aparentemente Tomas, além de ser a face visível e bike-friendly do grupo, é sócio de Mauricio em outras empresas, que podem nos fornecer melhores pistas de quem realmente está por trás da Compartibike.

Uma busca pelos CNPJs relacionados ao Mauricio, mostra que ele é sócio de outras duas empresas:

  • M2 Soluções em Engenharia Ltda, CNPJ 13.051.498/0001-63 (há um padrão nas razões sociais aqui; M1, M2, M3). A empresa está registrada como locadora de máquinas e equipamentos comerciais e industriais.

Fonte: Empresas CNPJ/Google

 

  • M3 Industria de Meios de Transportes Sustentaveis Ltda, CNPJ 28.206.916/0001-11. A empresa está registrada como fabricante de bicicletas e triciclos não-motorizados, peças e acessórios. Entre os sócios constam Mauricio e Tomas, bem como a Bici Comunicação e Assessoria de Marketing S.A.

  • Bici Comunicação e Assessoria de Marketing S.A., CNPJ 13.794.869/0001-05. A empresa Bici possui como sócio Fabrizio Sadocco Haas, que é filho Willy Haas, um conhecido diretor de negócios da Rede Globo. Outro sócio de Fabrizio na Bici é o apresentador e presidenciável Luciano Huck.

  • Mas não pára por aí. Ainda no tópico Fabrizio Haas e Luciano Huck, temos uma possível ligação com a antiga operadora do Bike Sampa, a Serttel. Através de sua subsidiária Samba Transportes Sustentaveis Ltda – CNPJ 14.192.913/0001-61. Essa subsidiária ainda consta no site da Serttel como empresa do grupo com a mesma razão social. Coincidência? Não parece, pois a subsidiária da Serttel em São Paulo fica no mesmo imóvel no bairro da Vila Guilherme. A Samba está registrada no endereço da frente do imóvel (R. Amazonas da Silva, 602), e a Serttel no endereço dos fundos do mesmo imóvel (Rua 12 Setembro 835).
Samba e Serttel: golpinho maroto da frente e fundo. Fonte: Sens Visú

Samba e Serttel: uma na frente e outra no fundo. Fonte: Sens Visú

Samba Serttel Huck

A Samba consta como sendo da Serttel, mas o cnpj é paulistano mêu.

Fonte: Google

 

Nosso ponto defendido até aqui é que a Tembici não é apenas uma empresa de mobilidade urbana nova, com administração moderna, que está interessada em promover o uso da bicicleta em São Paulo. Há diversos grupos de interesse por trás e são relacionados com as mesmas pessoas que sucatearam o antigo sistema para implementar um novo, mais lucrativo. Se perdeu? A gente também se perdeu no começo, mas vamos resumir tudo com a ajuda do Deltan Dalagnol e seu famoso power point:

PBSC Tembici Logo

A PBSC é o Lula do nosso ppt. Fonte: Sens Visú

Resumindo: temos a convicção de que Fabrizio e a BiCi Comunicação são os elos que unem o antigo e o novo Bike Sampa, PBSC, Luciano Huck, Serttel, Samba, Tembici e Itaú, ao decreto de João Doria e Sergio Avelleda.

Como nada é ruim o suficiente que não possa piorar, essa turma ainda introduziu um player internacional nesse jogo. Trata-se da PBSC Urban Solutions que é a empresa que fornecerá as bikes e estações de aluguel. A PBSC surgiu após a falência da empresa Bixi, que deixou dívidas de U$ 50 milhões em cidades como Chicado, Nova York e Montreal.
O projeto da PBSC Urban Solutions é ambicioso. Ela pretende introduzir até 8000 de suas bicicletinhas Fit em todo território nacional.
Isso desperta uma série de outros questionamentos. Qual a contrapartida acordada? Haverá geração de empregos aqui, ou transferência de tecnologia? Para entender melhor essa questão, a Sens protocolou junto à Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes, um pedido para ter acesso ao contrato via LAI – Lei de Acesso à Informação. Ainda não obtivemos resposta por parte da Prefeitura de São Paulo.

Além dos questionamentos citados, outro cabe neste contexto: o que ganham os envolvidos?

Em relação ao Itaú Unibanco é fácil a resposta. Greenwashing, bikewashing, ou qualquer nome que se traduza em “buzz” suficiente para mascarar todos os rolos nos quais estão metidos, por exemplo: figurar entre as empresas que mais devem ao INSS (111 milhões), condenações por práticas abusivas em cobrança de empréstimos ou envolvimento com a Operação Zelotes.

Em relação à PBSC Urban Bikes, ela ganha muito ao explorar com a maior margem de lucro possível (pagando taxas de OTTCs ao invés de pagar aluguel de pontos comerciais por exemplo), o mercado potencial da região metropolitana de São Paulo, a quarta maior do mundo. Nada mal para uma empresa que há apenas 4 anos faliu e se tornou insolvente.

Quantos aos envolvidos na obscura rede de CNPJs e sócios denominada Tembici, passa a impressão que estão nessa pela grana mesmo. Prova disso é que seu público alvo é o usuário avulso, o ciclista ocasional, o turista, o iniciante, justamente as pessoas que usam a bike por uma hora e devolvem-na. Esse direcionamento de mercado fica evidente quando até mesmo a compra do plano anual, dá direito a apenas uma hora por dia, sendo cobrado o mesmo valor por hora excedente – R$ 5,00.

Então, temos a possibilidade de 2600 bikes serem usadas apenas por 1 hora no sistema, sendo devolvidas após esse período, ficando disponíveis para serem retiradas novamente dentro da próxima hora, refazendo o ciclo. Pode não ocorrer um cenário tão positivo, pode até ser que ninguém use as bicicletinhas, mas não sejamos inocentes ao ponto de acreditar que nenhum envolvido com a Tembici, PBSC, ou poder público não imaginou a seguinte projeção*:

2600 bikes utilizadas rotativamente de 1 em 1 hora, 24 horas por dia, no plano diário:
R$ 8,00  x 2600 bikes x 24h x 30d x 12m
Total = 180.000.000,00 (180 milhões) anuais aproximadamente.

Para agradar aos mais céticos, meritocratas e defensores do lucro e dos ricos em geral, vamos imaginar um cenário pior, horrível, com apenas 1/3 dessa projeção de faturamento*:

R$ 180 milhões x 33,3% = R$ 60 milhões.

Para a Sens que não tem nenhuma fonte de renda, qualquer monta entre R$ 60 milhões e R$ 180 milhões, parece um excelente negócio. Ainda mais quando levamos em consideração o investimento inicial necessário.

Em valores de mercado, bicicletinhas aro 24″ como essas que serão disponibilizadas não nos parecem custar* mais do que R$ 1000,00/Un. No entanto, temos dados de uma fonte apontou o valor de R$ 1500,00 cada bike do antigo sistema. Então, trabalharemos com esse dado.
Em que pese que Luciano Huck anunciou uma fábrica de bicicletas em sociedade com os envolvidos, mas essas bikes são importadas, em uma economia de escala pode derrubar os preços para ainda menos.
As estações em si não passam de cavaletes de metal com travas, chips embarcados e boa comunicação visual. Um especialista em Trade Marketing consultado pela Sens, avaliou cada uma em no máximo R$ 30.000,00/Un. Nós da Sens empiricamente, chegamos ao seguinte investimento inicial*:

R$ 1500,00 x 2600 = R$ 3.900.00,00
30 x R$ 30.000,00 = 900.000,00
200.000,00 = greenwashing, #issomudaomundo, vídeo descoladinho, publieditorial, crítica (se houver) aguada
Total = R$ 5.000.000,00

A conclusão é que com um investimento inicial relativamente pequeno, Tembici, Itaú e PBSC abocanharam um sistema que pode faturar até 180 milhões ao ano*. Parece um bom negócio. Como a atual gestão gosta de alardear ao firmar parcerias com a iniciativa privada, a prefeitura realmente não precisa investir no Bike Sampa. A própria cessão dos espaços públicos para empresas privadas exercerem funções comerciais já é o bastante. São como locadoras de bikes, sempre abertas, em movimentados terminais de ônibus, grandes avenidas e/ou bairros nobres, rendendo taxas irrisórias (as mesmas das OTTCs) à municipalidade.

Não estamos apenas sofrendo com a substituição de um sistema de compartilhamento, que tinha suas falhas, mas não era um sistema de aluguel de bicicletas, como este. Estamos abrindo mão de muito dinheiro.
Não menos importante para uma economia combalida como a nossa, os empregos gerados são pífios, investimentos são irrisórios, arrecadação de impostos sequer é mencionada e a poluição visual causada pelas cores berrantes – tanto de bikes quanto de estações, resumem tudo a uma badtrip urbanística. Tudo para que grandes empresas internacionais e pequenos grupos de homens-brancos-cisgêneros-topíssimos, lucrem muito. Assim é fácil ficar e/ou se manter rico.
Mais do mesmo na cidade que elegeu João Mascateador como prefeito.

 


 

Este texto foi publicado por: Rádio Sens em: 01 de Fevereiro de 2018 às 19:30:09.

Atualizado em: 7 de Fevereiro de 2018 às 23:32:59, para inclusão das regras do Bilhete Único, no 5° parágrafo. 

Avilo Legal: Todas as informações contidas no texto, são públicas e estão accessíveis a qualquer um via internet, não sendo de responsabilidade da Sens sua divulgação. Chegamos até elas consultando mecanismos de busca como Google, Inc. e DuckDuckGo, Inc, sites do governo e prefeitura. A exposição pública desses dados é de responsabilidade dessas empresas e instituições.

*Os cálculos são empíricos, uma projeção baseada no seguinte raciocínio: há um sistema que funciona 24 horas por dia com 2600 unidades. Portanto se todos usarem-no por apenas uma hora, devolvendo as bicicletas à estação, para serem retiradas novamente dentro da próxima hora. O ciclo de faturamento das 2600 unidades ocorrerá 24 horas por dia. Não estamos afirmando que esse será esse o faturamento da empresa, mas em nossa OPINIÃO há condições para que isso ocorra em algum momento. Quanto ao investimento inicial, desconsideramos despesas comuns a qualquer empreendimento como taxas de importação e impostos. 

Outros links:

https://www.forbes.com/sites/michelinemaynard/2014/01/21/5-big-debts-in-the-bixi-bike-sharing-bankruptcy/#78034e9119da

https://en.wikipedia.org/wiki/PBSC_Urban_Solutions#2014_bankruptcy

https://senscast.org/2017/11/06/onibus-com-motor-dianteiro-uma-historia-de-lobby-ilegalidades/

https://asbicicletas.wordpress.com/2018/01/31/sao-paulo-bicicletas-compartilhadas-pra-quem/

https://www.pbsc.com/2018/01/bike-sharing-service-sao-paulo/

https://www.pbsc.com/2018/01/bike-sharing-service-sao-paulo/

https://www.revistaforum.com.br/2018/01/30/doria-acaba-com-o-projeto-de-bike-gratis-em-sp/

https://www.youtube.com/embed/re1jFOH-ock?feature=oembed

https://www.youtube.com/embed/Iffi2aKVa1E?feature=oembed

https://www.ciclocidade.org.br/noticias/994-nota-sobre-a-inauguracao-do-novo-sistema-de-bicicletas-compartilhadas-bike-sampa

https://registro.br/2/whois

https://www.empresascnpj.com

https://www.receita.fazenda.gov.br/pessoajuridica/cnpj/cnpjreva/Cnpjreva_Comprovante.asp

http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/economia/pernambuco/noticia/2015/02/24/dono-da-serttel-nega-sociedade-com-grupo-liderado-por-luciano-huck-169495.php

http://compartibike.com.br/index.php.

http://www3.prefeitura.sp.gov.br/cadlem/secretarias/negocios_juridicos/cadlem/integra.asp?alt=06022016L%20163880000

http://www.serttel.com.br/empresas-do-grupo/

http://www.gazetadopovo.com.br/politica/republica/jbs-e-a-empresa-que-mais-deve-para-a-previdencia-veja-os-500-maiores-devedores-22wmik37dli6hsucikyp1kcz1

13 thoughts on “Opinião: O novo Bike Sampa é o fim do compartilhamento de bikes em São Paulo”

  1. Que clareza nas linhas, que didático. Muito massa esse texto.

    Será que fica claro o retrocesso?

    Espero que sim.

    Valeu galera1

  2. Em Oslo paga-se 120 reais por ano, usa-se a bicicleta por 3 horas continuas sem problemas. Terminou as 3 horas vc pode devolver a bicicleta, esperar um pouco e pegar outra por 3 horas. As bicicletas são revisadas diariamente. Tudo resolvido por um app onde vc paga, verifica onde estão as estações e quais estações tem bicicleta e quais tem espaço pra estacionar.

      1. Não sei em Oslo (NOR), mas em Malmö (SWE) o sistema é similar a este – com pagto por uso através de cadastro local (necessita do “CPF sueco”). Ele é gerido pela municipalidade de Malmö.

  3. Ótimo post, mas um adendo que trocaram Tomas por Tiago em alguns lugares do texto. E quando aos 180 milhões entendo que a gente é de humanas e tals acontece haha. No caso anualmente a conta seria 2600×8(valor diário)x365, que da cerca de 7mi e meio.
    Vcs poderiam fazer um comparativo com a tabela de anuncios da SPTRANS por exemplo. Onde o custo é de R$400 por sanca por exemplo. Agora imagina 2600 outdoors ambulantes 365 dias no ano o quanto a Itau economiza em publicidade? valores das midias http://portfoliodemidia.meioemensagem.com.br/portfolio/midia/conteudo-arq/arq215335.pdf

    1. Excelente comentário Chris. Corrigimos e fechamos a última versão do texto ontem, com a sua correção.
      Essa observação que fez da publicidade é importantíssima, fora a publicidade que o Itaú está fazendo né?

  4. Embora no site não tenha essa informação, em outras notícias afirmam que são 60min por uso e não 60min por dia, ou seja, você pode usar por exemplo 60min de manhã pra ir ao trabalho e mais 60min a noite pra voltar. Se precisar de mais de 60min pra se deslocar e não quiser pagar o excedente basta devolver e esperar 15min pra retirar outra bike. Qualquer sistema de bike sharing é assim.

    1. Olá Leonardo. Pesquisamos novamente para lhe responder e entendemos que os planos periódicos dão direito a 60 minutos por dia. Caso queira outros 60 minutos, paga-se R$ 5,00. Tem como vc nos enviar onde viu essa informação? Muito obrigado

      1. Olá! Você pode usar quantas vezes quiser durante o dia sem pagar, sempre e quando, respeite o tempo máximo de 1 hora por uso. O texto é claro em https://bikeitau.com.br/bikesampa/

        “​​Faça ILIMITADAS viagens de até 60 min durante o período do seu plano. Se quiser pedalar por mais tempo, será cobrado um valor adicional de R$ 5,00 por hora. Para não ser cobrado o valor adicional, faça um intervalo de 15 min a cada viagem de até 60 min.”

        Com respeito as contas que fizeram sobre o faturamente e gastos está completamente errada. Primeiro, o faturamento não é esse, porque a regra não é de uso não é a que vocês informam. O faturamente é “número de usuarios ativos x valor plano médio pago pelos usuarios” e some-se a isso o valor de patrocínio do Itaú.

        E como gastos, além do investimento básico das bicicletas e estações, você tem que considerar toda a infra-estrutura existente por trás disso todos os dias. Manutenção de todo o sistema de reservas e pagamento, manutenção das bicicletas (essas bicicletas são muito maltratadas pelos própios usuários), os caminhões/vans que percorrem as estações. Além disso, você precisa considerar toda a infra-estrutura básica de uma empresa. Aluguel do local de trabalho, computadores para os funcionários, empregados de todas as áreas (desde diretores, gerentes, suporte ao cliente, suporte técnico, o carinha de TI, recursos humanos, pessoal ligado a manutenção das bicicletas), etc.

        Tenho certeza que o valor pago pelos usuários por mês (R$ 20) não é suficiente para que alguma empresa em sã consciência se disponha a administrar todo esse sistema. O patrocínio do Itaú é fundamental para que se consiga oferecer esses preços. E sinceramente, acho o valor bem justo. Com isso o valor de duas garrafas de cerveja você consegue utilizar uma bicicleta para se locomover durante um mês.

        É óbvio que tem que ser um negócio lucrativo para o operador porque senão nenhuma empresa operaria o sistema. O que se deve ter é um preço de acesso ao usuário aceitável (hoje é aceitável) e um leilão sobre o valor do patrocínio com a finalidade de arrecadar sempre mais e poder melhorar o sistema.

  5. essas baike poderia fica igual biliete unico paga 4 i fica 4 hora si quise fica mais paga mais 4.sem condissao i pra casa co elas,malandro roba e nois tem qui paga do borso.

    1. Olá Cícero. É uma ideia. Se tivesse sido algo mais democrático, talvez ideias assim pudessem ter sido aproveitadas. No entanto, como foi feito por decreto, fica difícil dialogar né?
      Muito obrigado

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