Ônibus com motor dianteiro – uma história de lobby, ilegalidades, PCC, bancos e lavagem de dinheiro

O carinha da esquerda sequer sabe onde fica o motor do busão, quanto mais as leis que regem esse sistema. Fonte: G1

Desde o início da gestão João Doria (PSDB-SP) a quantidade de ônibus com motor dianteiro na cidade de São Paulo vem aumentando muito. Como são veículos novos, numa análise inicial, isso não parece um problema, mas é. Além de ilegal, trata-se de um retrocesso de décadas.

O problema do ônibus com motor dianteiro tem raízes profundas. Há uma cultura do empresariado paulistano de criar demanda por esse tipo de veículo e, depois enfiar goela abaixo da galera. O problema é tão recorrente que na gestão da então prefeita Marta Suplicy, através do decreto Nº 43.908, de 2 de outubro de 2003, a prática foi proibida. No entanto, só neste primeiro ano da atual gestão, mais de 100 ônibus desse tipo foram adquiridos pelos empresários do setor e – pasmem – pela própria SPTrans.

Resulta que meia dúzia de empresários mega enrolados, gestores públicos lenientes como Doria e Sérgio Avelleda, são os que decidem – através de critérios obscuros, os quais tentaremos trazer à tona, o destino dos quase 3 bilhões de usuários anuais do sistema. Mas mais do que isso, afeta toda a população, até tu, sumo-sacerdote-motorizado que não usa transporte público. Sim, pois ônibus piores, farão com que ainda mais pessoas usem automóveis em seus deslocamentos, deixando tudo ainda mais engarrafado e poluído. Fora isso, as bases dos busos, são fabricadas pelas mesmas empresas que seu carro.

O papel dos fabricantes

Veículos motorizados de um modo geral, são divididos em partes: chassi, carroceria, motor, etc. O sistema de comercialização de carros de passeio é bem simples: a mesma fábrica desenvolve todas as partes, coloca sua marca e vende.
Ônibus é mais complicado, há a figura da encarroçadora – que nunca é a mesma industria do chassi.

Man Latin America. Ônibus motor dianteiro em São Paulo

Arte mostrando como é um ônibus: chassi (foto) e carroceria (arte amarela). Foto: MAN

Diversas marcas produzem chassi, as principais:

  • MAN Latin America (Volkswagen), Iveco e Agrale: fazem carros menores, com motor dianteiro, com comprimento abaixo de 15m, incluindo vans (lotações).
  • Scania e Volvo: fazem os maiores, com motor traseiro e central, acima de 15m, e é aqui que entram os articulados e biarticulados.
  • Mercedes Benz: faz de tudo, exceto vans.

Encarroçadoras são empresas que fazem a carroceria e finalizam o busão, as principais:

  • Marcopolo
  • Mascarello
  • Neobus
  • Caio (falaremos muito dela)
Chassi de ônibus sendo encarroçado.

Exemplo de chassi sendo encarroçado. Fonte: Marcopolo

Tanto fabricantes de chassi quanto carrocerias, podem fabricar unidades com o motor na frente ou atrás. O problema aqui, referente ao chassi é que se trata da poderosa indústria automobilística. Onde, na lógica do capitalismo, impera a economia de escala, pois o chassi do buso com motor na frente é de caminhão, não é necessário uma linha de produção separada. Um pequeno, mas milionário detalhe que, se não desestimula o mercado dos bons busos, também não estimula.

Caso do Superarticulado

Outrossim, peguemos o caso do superarticulado. Inventado pela Mercedes-Benz, o chassi desengonçadão, foi prontamente adotado por algumas prefeituras, principalmente a de São Paulo.
É um veículo que chama a atenção na rua por ser grande, imponente, ter dois eixos atrás (sendo que o último, é direcional – super divertido) ter motor traseiro (no mínimo isso, né?) e principalmente por ter a parte de trás (depois da articulação – a popular “sanfona”) maior que a da frente.
Motoristas ouvidos pela Sens, dizem que é bem mais difícil realizar manobras do que com um bi-articulado por exemplo (pesquisa informal com 8 motoristas destes ônibus na cidade de São Paulo, realizada durante setembro/outubro de 2017). Mas o cerne da questão deste exemplo é que a Mercedes colocou isso no mercado e ok, tipo: “compra, usa aí e vê no que dá”.
Segundo Roberto Leoncini, vice-presidente de marketing da empresa no Brasil, “Trata-se do maior superarticulado para sistemas BRT (Bus Rapid Transit) e o maior articulado da empresa no mundo’. Caro Roberto Leoncini, ser único no mundo não é uma vantagem neste caso. Deve haver algum motivo para isso, deve haver algum motivo para pularem do articulado convencional para o bi-articulado. #ficadica.

Superarticulado na garagem da VIP, do Ruas, em São Paulo

Superarticulado na garagem da VIP, do Ruas, em São Paulo. Foto: Inbus.

Obviamente o superarticulado nem de perto é o maior problema aqui, aliás, mandem mais desses que tá pouco (sério, não é força de expressão). Mas os personagens são os mesmos e queríamos demonstrar que nessa encenação, uma das características da SPTrans é a de aceitar tudo o que acontece sem reclamar muito. Mas voltemos ao caso da motordianteirização da frota.

Divena vende só ônibus com motor dianteiro.

Olha que belezinha o site da Divena. Só vende buso urbano proibido por lei. Fonte: Divena.

 

O papel da enrolada SPTrans

Além de aceitar tudo, a SPTrans é quem determina a compra de novos ônibus para o sistema da capital e usa oficialmente critérios como idade dos veículos – há leis proibindo os empresários de manterem circulando, veículos com mais de 10 anos de uso; fluxo e aumento constante de usuários no sistema, alterações de linhas e itinerários. etc.

Recentemente, um novo formador de demanda por novos ônibus foi incluído no sistema: a divisão do sistema de transporte entre subsistema local e estrutural e a obrigatoriedade das cooperativas, se tornarem empresas, como as demais (resta saber o papel do PCC nessa mudança).
Quem determina tudo isso, é a enrolada SPTrans, que desrespeitando o decreto Nº 43.908, é leniente ao fato do subsistema local do PCC, operar com midi e mic(r)o ônibus.
O que determina que a linha é local ou estrutural? Distância percorrida? Bairros atendidos? Números de passageiros? Isso não fica claro no site e, os pedidos da Rádio Sens de acesso a esses dados, via lei de acesso à informação, não foram respondidos.

O que há de informação disponível da SPtrans, após procurarmos muito (e numa planilha que nada tinha a ver com o assunto), é que ela permite que os empresários comprem até 18 modelos de ônibus para rodar na capital, desses um terço é ilegal, segundo a lei supracitada:

MICROÔNIBUS (MOTOR DIANTEIRO / 01 PORTA) 
MINIÔNIBUS (MOTOR DIANTEIRO / 02 PORTAS)
MIDIÔNIBUS (MOTOR DIANTEIRO / 03 PORTAS)
BÁSICO COMUM (MOTOR DIANTEIRO / 02 PORTAS)
BÁSICO COMUM (MOTOR DIANTEIRO / 03 PORTAS)
BÁSICO PODIUM (MOTOR DIANTEIRO / 04 PORTAS)
PADRON (MOTOR TRASEIRO / 02 PORTAS)
PADRON (MOTOR TRASEIRO OU CENTRAL  / 02 PORTAS)
PADRON (MOTOR TRASEIRO OU CENTRAL  / 03 PORTAS)
PADRON (MOTOR TRASEIRO / 05 PORTAS)
PADRON PODIUM (MOTOR TRASEIRO / 04 PORTAS)
PADRON PISO BAIXO (MOTOR TRASEIRO / 04 PORTAS)
PADRON PISO BAIXO (MOTOR TRASEIRO / 05 PORTAS)
PADRON PISO BAIXO TOTAL (MOTOR TRASEIRO / 04 PORTAS)
ARTICULADO PODIUM (MOTOR TRASEIRO / CENTRAL  / 06 PORTAS)
ARTICULADO PISO BAIXO (MOTOR TRASEIRO/CENTRAL / 06 PORTAS)
BIARTICULADO PODIUM (MOTOR CENTRAL / 07 PORTAS)
BIARTICULADO PISO BAIXO (MOTOR CENTRAL / 07 PORTAS)
Fonte: https://goo.gl/91DahG

A sucessora direta da CMTC é uma empresa S/A, mas seus sócios são conhecidos: a prefeitura tem 99% e 1% é dividido entre Governo do Estado e AES Eletropaulo (talvez referente à operação dos trólebus). É portanto um empresa estatal, mesmo que não se identifique como tal. O que não fica bem claro, desde a época da CMTC é quem faz o que.

A CMTC começou municipalizando as operações da São Paulo Tramway Light and Power Company Limited, quando a cidade passou a adotar trólebus e ônibus no lugar de bondes.
Os bondes tecnologicamente eram incríveis. Linhas aéreas de alimentação elétrica movendo veículos que não poluem e não fazem barulho (os pouco mais de 200 trólebus em São Paulo, provam isso). A motorização desses carros era como nos trens, nos próprios eixos.

Bonde em São Paulo.

Bonde passando pelo Largo São Francisco. Fonte: São Paulo São

O modelo elétrico por trilhos não foi extinto de certa forma, pois houve a implantação do metrô subterrâneo, que opera nesse sistema e, a criação dos trólebus. Mas a necessidade de fazer transporte na superfície, visto que o metrô até hoje é escasso, foi então sanada pelos ônibus à diesel. Os ônibus a diesel brasileiros até a década de 80 eram precários. Literalmente pegava-se um caminhão e cortava-se a cabine, onde se soldava uma carroceria com uns vidros e uns bancos parafusados. A Caio era especialista nesses cacarecos, como mostra a imagem.

Caio – desde a família do Felipe Massa, fazendo cacarecos na gambiarra! Fonte: Ônibus Brasil

Na década de 80, com os modelos Caio Gabriella e Amélia e, os monoblocos fabricados pela Mercedes, houve uma evolução nessa ignorância de cortar e adaptar cabines. Um raciocínio simples e básico: a fábrica apenas passou a fornecer o chassi do caminhão sem a cabine e uma carroceria inteiriça era adaptada em cima. Pronto, essa foi a máxima evolução tecnológica que o ônibus urbano com motor dianteiro teve, esse modelos que agora circulam nas cidades, são nada mais que essa tecnologia precária, maquiada com ar-condicionado, usb, gps e wi-fi, etc.

Mesmo Caio Gabriella, um soldado na cabine de um caminhão igual os de feira e outro com carroceria inteiriça. Montagem: Sens Visú

Mas há uma evolução no sistema de construção de um ônibus, o motor traseiro, em que os chassis são específicos para isso, não são caminhões com adaptação e gambiarras. A diferença é notável, como o uso é específico, nota-se que a construção é diferente, isso se traduz em carros melhores com centro de gravidade mais baixo, maior robustez, mais estabilidade, mais dirigibilidade e principalmente, mais conforto.

O ônibus com motor dianteiro pula, mas pula muito. As curvas são bruscas, a carroceria torce. Nas frenagens, com todo o peso do motor na frente, são veículos muito pouco confiáveis e só não ocorre acidentes num número mais elevado devido à destreza dos motoristas, que sofrem e muito nesse carros. Imagina trabalhar 8 horas com um motor quente e barulhento ali ao seu lado. Sim, quando é  dianteiro, o motor fica dentro do busão, no habitáculo, junto com a gente – é aquela bolha ridícula logo na porta de entrada, atrapalhando o motorista e o fluxo das pessoas. Só para comparar, quando é traseiro, o motor fica do lado de fora do habitáculo. Tudo se compromete, inclusive a acessibilidade.

Olha que bolhona bonita, bem na entrada do buso. Esquenta, faz barulho, atrapalha, fica feio. Fonte: Ônibus Brasil

 

Acessibilidade: o principal problema

O principal problema dos cacarecos pula-pula diz respeito à acessibilidade. Basicamente, é impossível colocar piso baixo nesses carros, por se tratar de adaptar um caminhão com cardan. É necessário então, uma gambiarra: colocar degraus nas portas. Logo, o acesso de cadeirantes, idosos, obesos e outros portadores de mobilidade reduzida, não era prioridade da CMTC e, não é da SPTrans. Na hora de desembarcar todo mundo que se jogue até o solo. Porque é isso que nós merecemos por sermos pobres: nos jogarmos diariamente em direção a uma calçada esburacada.

Idoso para entrar no busão, têm que escalar a escada e depois, desviar da bolha do motor. Fonte: Google Imagens

Outro ponto a se destacar é que todo ônibus tem tração traseira, mesmo que com motor na frente. A força gerada na frente, tem que chegar de algum jeito lá atrás, e faz isso através de um eixo cardan, que faz a potência gerada diminuir mais ou menos 10% a 20%, em comparação com motor traseiro com o mesmo propulsor. Para contornar isso, faz-se mais uso de acelerador e portanto, de mais diesel. Um desastre para o meio ambiente.

Humanos insistem que não são carga

Num caminhão, motor dianteiro é um mal necessário, já que não dá para fazer diferente pois as mercadorias transportadas, bem como as aplicações, são variadas, necessitando um motor dianteiro. Um caminhão que transporta colchões (carroceria fechada), tem demandas diferentes de um que transporta vergalhões (carroceria aberta). Betoneiras e guinchos são completamente diferentes. No entanto o chassi e motor desses caminhões são os mesmos, dianteiros. Além disso, o sistema mundial de logística tem como padrão acomodar as cargas por cima ou pela traseira, nunca por um acesso lateral ou dianteiro. Mas os humanos, esses inconformados, insistem que não são carga e o chassi do ônibus com motor dianteiro trata tudo igual, humanos, colchões, vergalhões, concreto, etc. Tudo isso contribui para tornar a viagem dos usuários, bem incômoda.

Vai se acostumando com essa cara de marreta na periferia. O Apache pula-pula vai ficar um longo tempo por aqui. Já na Paulista, não roda esse feioso, pode procurar. Fonte: Ônibus brasil

Empresariado arcaico e corrupto

Em detrimento do bem-estar da população, há uma cultura burra do empresariado arcaico paulistano em insistir nos modelos com motor dianteiro. A principal razão é óbvia, aumentar lucros. O custo para a compra desses carros pode chegar a 40% menos em alguns casos. O custo fixo de manutenção, é bem menor e, principalmente o investimento para iniciar uma garagem é o mínimo. já que por se tratar de um caminhão qualquer mecânico mexe. Não há a necessidade de mão de obra especializada e melhor treinada. A suspensão em geral metálica e seca (contra as hidráulicas dos veículos com motor traseiro) causam desconforto, mas são mais resistentes às ruas e corredores esburacados. Obviamente, quem sai perdendo é o usuário. E quem continua insistindo na compra desses chassis é a Caio.

Caio é a maior encarroçadora de ônibus do Brasil, uma das maiores do mundo. Oficialmente é de propriedade de José Ruas Vaz, que também é dono do Consórcio Vip, Consórcio Plus, Viação Campo Belo, Consórcio 7 e de quase a totalidade dos transportes por ônibus em São Paulo, (nominalmente e através de laranjas). Veja o absurdo: ele fabrica os veículos que compra e opera, nas garagens que constrói, tudo de forma ultra subsidiada e sem concorrência.
Este fato isoladamente, já é um atentado flagrante à livre concorrência e portanto, desrespeito à lei Nº 12.529/ 2011.
Tal ilegalidade gera um negócio é tão fantástico que o próprio Ruas declara aos mais próximos que recusa dezenas de pedidos de outras cidades – e até países – para vender seus ônibus e, assim nunca faltar para seu maior cliente: ELE MESMO (obviamente, com muitos subsídios e o nosso dinheiro: da passagem e de impostos).
Por trás de Ruas tem ainda outro português, Américo Amorim – o homem mais rico de Portugal. Eles são sócios no Banco Luso-Brasileiro, fica a pergunta: quem ajudou a enriquecer quem? Quem lavou o dinheiro de quem? O negócio é tão absurdo que virou manchete em revistas de Portugal, aqui no entanto, passa batido.

José Ruas Vaz – O santo padroeiro dos cacarecos com motor na frente. Fonte: O Sábado.

Entre negócios escusos, bancos envolvidos, PCC, desrespeito à lei Nº 12.529/ 2011 e ao decreto Nº 43.908/2003, conflitos de interesses, secretários incompetentes, prefeitos estúpidos que não sabem nem onde colocar o motor da bumba, muito lobby e corrupção, retrocedemos no tempo. Nas cidades da América do Norte e Europa usa-se muito ônibus, mesmo tendo malha metroviária muito maior que a nossa. Conforme vemos na montagem a seguir, não há motor dianteiro. Onde estão os ônibus com motor dianteiro? Todos na grande festa que comemora o sucateamento da frota paulistana.

Madrid, Milão, Berlim, Londres, Nova York, Lisboa. Só motor traseiro. E em São Paulo, o Banco Luso-Brasileiro e o PCC enchendo as ruas de motor dianteiro. Montagem: Sens Visú

 

O outro lado

Como somos a favor do contraditório, nesse caso nem precisamos tentar conversar com os convidados dessa farra ilegal do motor dianteiro.

Primeiramente, daremos destaque à justificativas de notícia recente, de que o governo do Distrito Federal, decidiu extinguir em até 4 anos, o famigerado ônibus com motor dianteiro:

Segundo o Ministério Público do Trabalho, a medida é um avanço em benefício da saúde dos rodoviários, que são acometidos por traumas causados pelo ruído do motor dianteiro. Além da perda da audição, o calor e as vibrações do motor – que fica próximo ao assento do motorista – acentuam o estresse e podem ocasionar aumento da pressão arterial.

Já em São Paulo, o mandatário principal, Joao Doria Jr., recentemente postou em seu canal oficial do Youtube, um vídeo onde mostra com precisão o conhecimento que tem, e o que pensa do motor traseiro.
Vamos dar espaço então, à fala do prefeito João Doria, que aparentemente sabe muito pouco sobre onde colocar o motor busão.

O link para o vídeo deve começar diretamente no ponto da fala cagada (caso não vá direto ao ponto, começa aos 19:40).
O erro está em: ônibus com motor central só é viável em casos específicos, articulados ou bi-articulados, Scânia ou Volvo, caríssimos enormes e de manutenção difícil. Como o enorme motor é espraiado ao longo do chassi, não é uma opção, mas uma necessidade específica desses carros. O motor é tão enorme que dificilmente caberia num monobloco padron.
Esse ônibus do vídeo é um Millenium da segunda geração, da empresa Sambaíba, que obviamente não cuidou bem da mecânica desse carro.

Essa segunda geração dos Millenium foi incrível quando lançado. Deu adeus à primeira geração – que era outra gambiarra da Caio, montada em cima do Apache I, e Padronizou o motor traseiro, mesmo em linhas com trajetos curtos. No entanto, isso faz quase 15 anos. Carros que operam 24 horas por dia no sistema pesado de São Paulo, envelhecem né?
A única coisa que não envelhece por aqui, são as práticas dos empresários e gestores públicos. Não há como envelhecer algo que nunca se renovou.

 

Millenium I e II. O II nem é ruim, mas é parte do absurdo de sermos reféns da Caio. Montagem: Sens Visú

 

Outras fontes/Links

https://goo.gl/cJ96Hx – Site sobre busologia com muitas imagens de ônibus brasileiros

https://goo.gl/hVAaQT – Planilha com modelos de ônibus autorizados pela SPTrans

https://goo.gl/zAq7eo – Matéria sobre José Ruas Vaz na imprensa estrangeira.

https://goo.gl/VBL8fy – Decreto que proíbe ônibus com motor dianteiro em São Paulo

https://goo.gl/Ht3xQ3 – Matéria sobre os rolos dos empresários de ônibus

https://goo.gl/VxS55o – Matéria sobre compra de novos carros subsidiada pelo BNDES

https://goo.gl/91DahG  – Manual oficial de infraestrutura de garagens em São Paulo

https://goo.gl/dzGihJ – Compra de 65 novos ônibus com motor dianteiro

https://goo.gl/ZGUFMb – Compra de 26 novos ônibus com motor dianteiro

https://goo.gl/UN6SWS – Compra de 32 novos ônibus com motor dianteiro

https://goo.gl/Tx4kGC – Proibição de motor dianteiro na frota do DF

https://goo.gl/ukJwbo – Texto sobre como os bondes sumiram da capital paulista

https://goo.gl/txnocF – Cinco fatos que indicam ligação entre o setor de transportes e o PCC

https://goo.gl/tjDjZd – SPTrans muda cláusula de edital que beneficiava montadora de ônibus

https://goo.gl/Q1GdTG – Curiosidades sobre a história do transporte público no Brasil

https://goo.gl/RNCg9N – Reportagem sobre a apresentação dos superarticulados.

 


Publicado em 06/11/17 – 23:27 por: Rádio Sens

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